23 de fevereiro de 2015

Resenha: Sozinha


Título: Sozinha

Autora: Márcia Leite

Páginas: 104

Editora: Edelbra


COMPRE AQUI: BUSCAPÉ













     Um livro lindo em todos os sentidos!! Tão lindo de se ver que faz bem para os olhos, mas ele é também lindo de sentir, e faz bem para o coração!



"Eu sofria com a sua morte como se estivesse
sofrendo com a minha própria. E você nem
imagina, mãe, como era difícil para uma 
"quase morta" habitar o mundo dos vivos."
Pag. 56



     A protagonista desse livro se chama Julia e tem só dezesseis anos.

     Julia mora com sua mãe, padrasto e seu irmão caçula. A princípio ela me pareceu normal como qualquer adolescente da sua idade. Com suas meninices e momentos de mulher adulta. Essa fase é complicada para as garotas mesmo.

     Só que um belo dia, normal como todos os outros, sua mãe a leva para a escola como faz na maioria dos dias. Mal sabia Julia que este seria o último dia que veria sua mãe.

     De uma hora para outra Julia se vê sozinha num mundo repleto de pessoas. Seu padrasto parece entrar num luto eterno. Seu irmão vai morar com os avós, pois o pai não tem a menor condição de cuidar do filho. Julia fica completamente desamparada. Ela precisa crescer e lidar com uma dor tão grande que parece não ter fim.

     O pai de Julia mesmo afastado nunca foi completamente ausente. Mas a separação acabou fazendo com que os dois ficassem separados. Porém, com a vida que ela vem levando, este é o melhor momento para conhecer seu pai e deixá-lo criá-la um pouco.

     
"Cheguei em casa, abri a porta com tristeza,
só para me certificar de que você não 
estaria mesmo me esperando. Não havia abajur
aceso, nem partituras espalhadas pelo sofá,
nem mãe cochilando à minha espera. Não
havia luz alguma na sala."
Pag. 29


     O livro é narrado pela própria Julia, como se ela estivesse confidenciando seus segredos e suas dores diretamente para a mãe em uma longa e sofrida carta.

     Um desabafo de uma adolescente que por meses a fio vem carregando o peso que é sentir uma saudade imensa da mãe.

     Narrativa envolvente e que toca fundo no coração.

     O crescimento de Julia é sentido a cada página. 

     Como ele é escrito em forma de carta, a narrativa não é linear. A cada avanço de capítulo alguma coisa do passado é contada. Isso é ótimo para conhecermos melhor não só a protagonista e sua mãe, mas também seu pai e seu padrasto. Adorei esse jeito que a autora contou sua história.

     A diagramação da Edelbra é sempre impecável, mas este livro é um dos mais bonitos que já tive a oportunidade de ter em mãos lançado por eles. Com ricos detalhes dividindo os capítulos, a capa é maravilhosa, a lateral das folhas pintadas combinando com a capa, a cor das letras, a fonte utilizada, tudo casou perfeitamente com a obra.

     Adorei a leitura e o livro como um todo.

     Recomendo para todos, mas principalmente para quem assim como Julia, está passando por um momento assim, de perda, de dor que parece não ter reparação. 

     Leitura rápida e linda!!!













10 comentários:

  1. Acredita que não conheço um trabalho da Editora Edelbra?
    Agora vejo que eu ando perdendo, e muito.
    Puxa, um livro tão pequeno carregando tanta emoção junta? Mesmo a protagonista sendo tão menina, é possível ler nas citações, o tamanho da dor que ela carregava dentro de si..o quanto a solidão, a saudade e a falta da mãe estavam ali presentes na vida dela, diariamente.
    Sem contar que de certa maneira, o pai e o irmão também lhe foram tirados..
    Preciso me emocionar também!!
    Beijo

    ResponderExcluir
  2. ja deu uma coisa ruim, um aperto sabe? imaginar a situação de Julia não é fácil ou cômodo
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  3. Olá, Lelê.
    Esse livro, principalmente por ser narrado em primeira pessoa, parece ser tocante e, também, de certa forma, transmitir uma certa agonia, pois não é fácil o que a protagonista passou.
    Vou querer ler, com certeza.

    M&N | Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de fevereiro. Você escolhe o livro que quer ganhar!

    ResponderExcluir
  4. Bom dia Alessandra,

    Gosto de blogs igual ao seu porque sempre fico conhecendo coisas novas e interessantes, não conhecia esse livro, mas gostei muito da sua resenha e fiquei muito curioso, a capa condiz com a história, gostei......abraço.


    http://devoradordeletras.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  5. Olá,
    Não conhecia o livro e confesso que fiquei extremamente curiosa com a premissa dele, o ano não está sendo muito bom pra mim, acho que eu iria gostar do livro, de certa forma.
    Beijos.
    Memorias de Leitura - memorias-de-leitura.blogspot.com

    ResponderExcluir
  6. Que legal a sua resenha Lelê... sabes que eu não conhecia o livro!
    Mas me deixasse com desejo... e to louca para ler a sua resenha sobre livro "Eu fui a melhor amiga da Jane Austen" e espero que você curta tanto a leitura como eu!
    Beijocas enormes e boa semana!

    www.cantodadomino.blogpost.com.br

    ResponderExcluir
  7. Lelê, o livro é bem interessante, mas não sei se eu estou no momento certo para ler esse tipo de livro, to meio assim assim por alguns motivos, mas é uma leitura que vou anotar, quem sabe surge no futuro a oportunidade.

    Dois abraços ;)

    ResponderExcluir
  8. Oi Lelê

    Achei a história interessante, mas minha última experiência com livros em formato de cartas não foi muito boa. Quero dar uma chance para o livro, mas não estou em um momento bom para livros que me deixam emotiva e mexam comigo! Adorei a resenha.

    Beijos.
    Passeando com os livros

    ResponderExcluir
  9. OWT! Lele, consegui capta muito bem a essencia do livro pela sua resenha, não perdi ninguém que eu amo, Deus me Livre, mas estou meio emotivo nos últimos dias, sei lá, mas adorei a sua resenha e deixou uma mensagem para mim! Obrigado... :)

    http://lendoferozmente.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  10. Gente, a premissa desse livro é muito interessante. Só em saber a situação da protagonista, já senti um aperto no coração. Gostei bastante da história ser narrada em primeira pessoa, acho é mais fácil do leitor se conectar com a história e com o personagem. Parece ser uma história bem comovente, fiquei muito curiosa.

    ResponderExcluir

Deixe seu comentário!