#Resenha: Como Folhas Secas + Bienal

  

Título: Como Folhas Secas

Autora: Júlia de Oliveira

Páginas: 303

Editora: Novo Século

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     Um romance de formação com dois protagonistas, escrito por uma autora que ainda está em formação. E isso é muito bom!


" - Às vezes eu só queria ser como as folhas secas. Queria ser levado pelo vento."
Pag. 101


     A história começa em Santa Heloísa, uma cidade do interior de São Paulo, numa casa confortável, com um casal que se amava, e desse amor nasceu Ana Carolina, a protagonista que irá deixar qualquer leitor encantado, mas por vezes também irritado.

     Ana Carolina sempre foi um tanto mimada, mas nunca foi cheia de frescuras, muito pelo contrário. Seus pais sempre foram bastante presentes e carinhosos. Suas amigas do colégio eram da mesma classe social e recebiam o mesmo tratamento familiar. Aliás, em Santa Heloísa os moradores eram como uma grande família. Todos se conheciam.


" - São as pessoas mais próximas de nós que nos machucam mais."
Pag. 65


     Quase em frente à casa da menina há uma casa que está abandonada há tempo, mas que logo seria ocupada por uma família bem diferente de todas as outras famílias pacatas da cidade.

     Um casal bem estranho com um filho calado, um tanto tímido chamado Antonio, que trazia uma carga grande de sofrimentos e muitos segredos.

     Sem um motivo aparente, Ana Carolina se encanta por Antonio e começa a passar tempo demais ao lado dele, e por muitos anos isso será assim.


"Enquanto minha mãe era a bondade em pessoa, meu pai era a crueldade encarnada."
Pag. 42


     Uma imensidão de acontecimentos permeará a trama e a vida desses dois, até que uma grande tragédia acontece e a vida deles muda radicalmente.


"Saiu andando e fiquei parada por alguns segundos, só pensando em como ele conseguia ser assim; como depois de ser humilhado ele conseguia só levantar e ainda se importar em me ajudar com minhas coisas."
Pag. 58

 
     A Júlia de Oliveira é uma menina de quinze anos que sem dúvida nenhuma nasceu com um talento fora do comum para inventar histórias. Isso é inegável. E torço para que ela seja bem direcionada na arte de escrever.

     "Como Folhas Secas" é narrado em primeira pessoa, intercalando os pontos de vista de Antonio e Ana Carolina, o que foi essencial para deixar o ar mais pesado durante a leitura, a carga dramática não seria tão forte se não fosse assim.

     Contudo, há um defeito na obra que passou despercebido e deveria ter sido mudado se tivesse passado pela mão de um bom editor.

     Antonio é um ano mais velho que Ana, que nasceu em 1959, e quando ele está com dezessete anos, recebe uma indenização de R$ 300,00 (trezentos reais). Ou seja, isso aconteceu por volta de 1975, o real ainda não era a moeda vigente no Brasil.

     Neste ponto, o editor, ou o preparador de texto, ou até mesmo o revisor, deveriam ter alertado a autora sobre a moeda da época. Ou alterado o ano de nascimento dos personagens, ou até mesmo não fornecer essas informações. Nem o ano, nem a moeda... isso deixaria a obra atemporal. E seria melhor ainda.

     Lembrando que a autora não teve contato com as mudanças de moedas que o Brasil já teve.

     Na ficha catalográfica, o nome do preparador de texto e do revisor estão lá, mas com certeza falharam neste trabalho.

     Enfim, esse foi o único motivo para eu não dar cinco estrelas para a obra. Mas nos quesitos narrativa, construção de personagens, trama, romance,...  tudo... o livro é perfeito!

     Os personagens são fortes e muito bem elaborados. Escrever um romance de formação não é para qualquer um, e a Julia fez isso muito bem!

     É aquele tipo de livro que você começa a ler e não consegue parar. Uma delícia de acompanhar!

     Super-híper-mega-ultra recomendado!!





   





   





É isso aí minha gente!!! A autora estará lindamente no estande da Novo Século para uma sessão de autógrafos do livro. Portanto anote aí na sua agenda: Dia 02/09 às 21:00 horas.

Eu estarei lá também!!! 


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7 comentários:

  1. O livro já traz um título tão lindo né? E a capa é outro ponto forte.
    Eu sou apaixonada por livros assim, de romances complicados, de romances no geral..rs
    Não gostei da idade dos personagens..rs mas...depois de tudo que li acima, sei que isso não influenciou em nada no conteúdo.
    Já é sucesso!!
    Beijos

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  2. Nossa que coisa mais linda!! Amo romances assim que prende a gte até o fim da leitura, com expectativas que surpreende...
    Qro ler!!!

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  3. apenas 15 anos e ja escrevendo bem assim?
    que talento!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  4. Oi Lele! Que bom encontrar uma jovem tão talentosa assim, tomara que suas dicas sejam bem aproveitadas e ela use-as para lapidar melhor o trabalho. Gostei da dica.

    Bjos!!!

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  5. Olá, Lelê.
    O livro traz uma capa bonita, um enredo bonito e um desenvolvimento bem interessante. Sem dúvidas, fiquei interessado na obra, e olha que nem curto esse tipo de leitura.
    Uma pena, porém, o pequeno erro em relação à moeda vigente no Brasil.

    Desbravador de Mundos - Participe do top comentarista de agosto. Serão dois vencedores e um deles levará um vale compras!

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  6. Olá!
    A capa desse livro está muito bonita, uma ternura total. E a premissa é convidativa e envolvente. Lendo sua ótima resenha, fiquei muito interessada, pois o enredo se mostra muito bem desenvolvido e com personagens fortes e carismáticos. Gostaria de ler, apesar de não ser meu estilo preferido. Mas um bom romance , sempre faz bem! Beijos.

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  7. Olá. Meu nome é Verônica. Achei a Capa linda e o preço otimo. Amei e odiei o livro ao mesmo tempo. Amei o enredo até metade do livro, a amizade, o romance, o drama...Porém a partir daí algumas coisas pra mim simplesmente não se encaixaram, e mesmo assim não conseguia parar de ler. E qto ao que vc falou da moeda, acho que vi outras em relação a continuidade e moda. E o fim me deixou bem triste.

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