Resenha: O Dia Em Que Sherlock Holmes Morreu

  

Título: O Dia Em Que Sherlock Holmes Morreu

Autor: Arthur Conan Doyle

Ilustrações: João Pirolla

Páginas: 400

Editora: Tordesilhas


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     Depois de terminar este livro fiquei assim meio boba, olhando pro teto, sem encontrar um rumo pra vida.


     Eu já havia lido alguns dos contos que fazem parte desta coletânea, mas não todos, e mesmo os que eu já conhecia, fiz questão de reler pra saber se alguma coisa tinha mudado. O que eu descobri é que sempre dá para melhorar algo perfeito. Com palavras mais fáceis de assimilar, com frases que são mais a cara dos personagens, com ilustrações diferentes e que só faltam e com uma revisão perfeita, fica impossível encontrar ar para encher os pulmões. Só me resta suspirar.






   
"Além de fatos, que eu apenas compartilhava com os leitores de jornal, eu não sabia quase nada sobre meu antigo amigo e companheiro."
Pag. 12


     Como já disse, eu já tive a oportunidade de ler alguns dos contos do autor em que Sherlock Holmes aparece, mas vou começar a falar do livro como se fosse uma novidade e também provar para quem não conhece que começar por esta obra da Tordesilhas é a melhor coisa que você pode fazer, e quem já conhece e gosta, precisa acrescentar este livro na sua coleção.






     Aqui temos dezessete contos que foram escritos à partir de 1892, passam pela tentativa do autor de dar fim ao seu mais famoso personagem (mais famoso que o próprio autor), até o real final em 1927.

     Arthur Conan Doyle começou a escrever as histórias de Sherlock Holmes em 1887 e logo seu personagem criou vida própria. Todos que liam queriam mais, e assim o autor acabou se tornando refém do personagem.

     Inclusive é muito fácil acreditar que Sherlock realmente existiu. Até hoje tenho minhas dúvidas. Mas enfim, é melhor você mesmo tirar suas conclusões.






   
" - Wedilock lhe faz bem, Watson - comentou. - Acho que você ganhou três quilos e meio desde a última vez."
Pag. 12


     Quase todos os contos desta edição são narrados por Watson, que era o braço direito, amigo de fé e irmão camarada do nosso herói. Só tem (se eu não me engano, rs) um conto que é narrado pelo próprio Sherlock, e é justamente aí que está o grande pulo do gato, pois a narrativa é totalmente diferente. Arrisco em dizer que o Sherlock Holmes pelos olhos de Watson é uma grande homem; divertido, inteligente, sagas... Já o Sherlock por ele mesmo é mais cínico e menos verdadeiro. Fico me perguntando se era isso que autor queria mesmo que o leitor pensasse quando escreveu. Nunca saberei.






     Agora preciso citar que o conto que mais gosto de todos os tempos faz parte deste livro!! Dei saltos olímpicos quando vi que ele era logo o primeiro. Vou explicar o motivo.

     "Um Escândalo na Boêmia" foi escrito exatamente em 1892. Nesta época não se escrevia muito sobre personagens femininas. Até tem grandes obras com grandes heroínas, mas a quantidade em relação aos livros com personagens masculinos é bem menor.

     Não que eu seja feminista ferrenha, ou daquelas que ficam falando mal dos livros que não tem mulheres... Enfim,... Mas quando um livro tem algo diferente, ele deve sempre ser  mencionado e lembrado pelo seu feito. Ainda mais se tratando de um clássico.

     Bem, neste conto não temos só um personagem feminino, aqui vamos conhecer Irene Adler, e como Sherlock diz: "Ela é a mulher. Aos olhos dele, ela supera e ofusca todo o sexo feminino."

     Talvez Irene Adler tenha sido o grande amor do nosso herói, mesmo sem nunca terem tido um romance.

     Só o fato do autor ter colocado uma mulher capaz de passar a perna no genial Sherlock Holmes, já diz muito sobre sua mente visionária.






     Em Dezembro de 1893, Arthur Conan Doyle decidiu que deveria matar Sherlock Homes. Ele não aguentava mais escrever sobre ele, se sentia escravo da sua criação.

     E quando "O Problema Final" foi lançado, o país entrou em luto. Só se falava na morte do grande detetive. Nada parecia diminuir a dor e o sofrimento das pessoas.

     O autor que não vivia uma vida de luxo e riqueza, mas que tinha uma vida confortável graças as vendas dos seus livros, se viu pela primeira vez em dificuldades.

     Precisando colocar as contas em dia e morrendo de vontade de ver seus livros novamente sendo campeões de vendas, ele resolveu lançar outra série de livros que ficou conhecida como "O Retorno de Sherlock Holmes" em 1905.







     E logo de cara veio "A Casa Vazia", que digamos, é o meu segundo conto favorito, por tudo que ele carrega, tanto do autor, quanto de seus personagens.

     Nesta seleção que compõe este livro vamos até o fim dos lançamentos com os contos "O Vampiro de Sussex" e "A Juba de Leão" que foram os últimos e são os mais maduros, e arrisco dizer que são os mais bem escritos.

      Enfim, desde o primeiro conto, quando Sherlock ainda era um menino da faculdade e estava descobrindo seus talentos investigativos, até se tornar o grande homem e super detetive, tudo é encantador.

     Seus romances, seus contos e noveletas devem ser lidos por todos. Por quem gosta de bons romances, por quem gosta de livros policiais, clássicos ou não.

     E recomendo que leiam esta obra lançada pela Tordesilhas. Principalmente pela escolha e seleção dos contos. Foi formada uma sequencia riquíssima, e uma puxa a outra lindamente como se fossem capítulos da mesma história, ou do mesmo livro de memórias.

     Amei!!! Amei muito!! E do autor, este livro se tornou meu favorito!!














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10 comentários

  1. Dolye tem esse dom nato de nos permitir fazer essa viagem quase sempre sem volta!
    E falar de Sherlock é algo que mexe com a imaginação demais. Livros acabei lendo poucos. Mas andei viciando numa série de tv sobre o grande detetive e alguns filmes também.
    Isso faz com que o menino astuto crie ares ainda mais misteriosos.
    Sem contar o jeito maroto de Watson que com aquele ar de menino perdido, faz a viagem ser ainda melhor!!!
    Adorei a resenha e foi nítido o quanto esse livro foi lido com amor!
    Lista de desejados!!!!
    Beijo

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  2. Sherlock tem o dom de mexer com a imaginação de todo leitor de livros policiais. Na minha concepção, ele foi o marco para essa literatura.
    Essa versão com diversos contos e ilustrada está maravilhosa. Impossível não ficar querendo, Lelê. Ainda mais com esse monte de fotos para aguçar a curiosidade. rs

    Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de setembro. Serão dois vencedores.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. oi flor, eu adoro livros com ilustrações, principalmente se condizem com o momento da história! dá uma ótima visualização da cena
    felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  5. Sherlock é o cara, se hoje temos grandes filmes e livros de detetives, devemos isso ao Doyle! Morro de vontade de comprar os livros, porque li apenas os que pegava emprestado na escola :(
    Logo logo vou comprar alguns! <3
    Sua resenha me deixou morrendo de vontade de ler de novo! Beeeijos <3
    http://livrosamoremais.blogspot.com.br/

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  6. Le!
    Ggande sacadas juntar os melhores contos e compilar em um livro.
    Adoro Sherlock (Conan Doyle), muito bom em suas deduções e na criatividade em desvendar os casos.
    É um exemplar imperdível de verdade.
    “O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente...”(Mario Quintana)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participem do nosso Top Comentarista, serão 3 ganhadores!

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  7. Oi Alessandra,
    Já comentei por aqui o quanto esse livro me chamou atenção.
    Acho que tds os contos que li foram narrados pelo Watson. Fiquei bem curioso para ler o conto narrador pelo Sherlock e poder comparar as diferenças da narrativa.
    Desde que comecei a assistir a série Sherlock, minha vontade de ler alguma aventura do detetive só aumenta e tenho certeza que começarei por este livro.
    Abraço,
    Alê
    www.alemdacontracapa.blogspot.com

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  8. Lele,amei este livro em toda a sua extensão,contos,diagramação,ilustrações,enfim só me restou suspirar também.Nossa,saltos olímpicos!!!Também gosto de histórias com personagens femininos e pensar que ela possa ser o grande amor de nosso herói é muito genial.Esse livro concordo que tenha que fazer parte da coleção de um apreciador.Beijos!!!

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  9. Eu não conhecia este obra e achei fantástica. Sou fã do personagens, mas só o conheço pelas lentes dos diretores de cinema e não pelo seu criador.
    Abraços,
    Gisela
    @lerparadivertir
    Ler para Divertir

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  10. Oi Lele! Eu amo Holmes e mesmo tendo lido suas histórias, não tenho nenhum dos livros, isso porque na época eu pegava tudo na biblioteca. Esta edição da Tordesilhas está um luxo e pretendo adquirir em breve para ter na minha estante e reler cada conto.

    Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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