Resenha: Brilho


Título: Brilho

Autora: Amy Kathleen Ryan

Páginas: 352

Editora: Geração Editorial



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     Eita Giovana!!! Que livro foi esse??? Meu forninho caiu agora!!!


"Finja! Finja! Finja!, disse Waverly para si. Seja Forte!
Pag. 90



     Apesar da capa escandalosamente encantadora, eu não achei que iria gostar tanto assim. Sei lá, acho que foi essa comparação com Jogos Vorazes na capa que não me atraiu. 

     E justamente por gostar muito de Jogos Vorazes que eu digo para não fazerem comparação. Pois, mesmo "Brilho" sendo uma distopia, ela é bem diferente do mundo criado em JV.

     Em "Brilho" não existe mais a Terra. Ela acabou. O que sobrou dela não dá para que os humanos possam viver com saúde. Por isso duas naves foram para o espaço com pessoas selecionadas para encontrarem a Nova Terra e povoarem com tudo que é bom. Medicina, ciência e religião. Sim, todos os selecionados tem muita fé.


"Se ele puxasse o gatilho, um projétil sairia
da arma, entraria em sua carne e a 
dilaceraria, além de esmigalhar seus 
osso, levando-a à morte."
Pag. 41


     As naves são como a Arca de Noé. Tanto a Empyrean, quanto a New Horizon tem tudo para que nada falte durante os anos que ficarão no espaço. Animais, plantações, toda a subsistência necessária. A Empyrean partiu da Terra um ano após a New Horizon, mas quarenta anos depois dessa partida, as duas naves voltam a se encontrar. 

     As habitantes das duas naves passaram por problemas de fertilidade no espaço, porém este problema foi resolvido alguns anos depois na Empyrean, e hoje o primeiro humano nascido no espaço é Kieran que já é um adolescente e está prestes a ser o comandante da nave. Depois de Kieran, muitos outros bebês nasceram, dentre eles Waverly. E claro que Waverly e Kieran acabaram tendo um relacionamento. Na verdade estão noivos. Todos na nave sonham com o casamento dos dois. A menina linda e o rapaz perfeito, com certeza seriam um casal maravilhoso. Só que não, ou talvez não... 


" - Nunca é cedo demais quando está em jogo
a sobrevivência da raça humana. 
Você sabe disso."
Pag. 28


     
     Só que por um 'problema' que ocorreu na New Horizon, todas as mulheres são inférteis, e depois de quarenta anos seus habitantes estão velhos, ou seja, a probabilidade da nave deixar de existir por falta de nascimentos é muito grande.

     
"Se as plantas fossem perdidas, não
haveria sentido algum reabastecer o
oxigênio da nave. A Empyrean se
tornaria um túmulo de metal."
Pag. 156



     E como os humanos costumam resolver seus problemas mesmo??
     Gerra!!! Claro!!! O jeito mais fácil não é mesmo??

     A New Horizon precisa das garotas na Empyrean para não morrer, e Waverly sendo a mais velha tem na sua frente uma missão.


"Era um garoto tímido e, certamente,
sentiu-se desconfortável ao pensar
que toda a espécie humana saberia
como ele era, viscoso e aos berros
depois de sair do útero de sua mãe."
Pag. 21


     Portanto em "Brilho" nós vamos encontrar sim um mundo distópico diferente, já que o governo opressor está mais para uma pastora de igreja, dessas que fazem lavagem cerebral em seus seguidores. Temos também ficção científica das boas, com todas aquelas explicações incríveis sobre naves, airpods, airlocks, gravidade e tudo mais... 

     Temos um romance adolescente bem interessante. 

     Waverly apesar de viver de forma diferente, nascida no espaço, sem nem imaginar o que é pisar na terra, ver o sol e ter uma vida diferente de tudo que as meninas de quinze anos vivem por aqui, ela consegue ter dúvidas sobre seu namoro, afinal ela só tem quinze anos!!! Super normal ela não querer casar para procriar e continuar com a espécie. Achei válido. Odiaria uma garota do tipo mulherão com só quinze anos.

     Tem vilões declarados, e tem os vilões que vão aparecendo no decorrer da trama. Aquele tipo de vilão que você para e fala: "NÃO!!". E tem mocinhos que tem seu Q de vilão de vez em quando. 

     Afinal ninguém é bom o tempo todo não é mesmo?? 

     Quanto a parte da religião eu estava levando de boa, até que no final ficou meio pesado pra mim, mas entendi completamente o que a autora quis me mostrar. E então quando fechei o livro eu entendi o quanto aquilo era necessário.

     Perfeito!!!

     Eu gostei demais e recomendo muito!!! Quero ler Centelha logo!!!




   





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12 comentários:

  1. este romance é lindo. tem um tema bem elaborado e futurista. Gostei de conhecer a história dos personagens e da busca por um planeta habitável. Agora é esperar o próximo livro, pra continuar a aventura. Espero que seja tudo de bom, como esse foi. Beijos.

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  2. Engraçado flor..eu já passei por esta capa milhares de vezes e nunca havia parado nem para ler a sinopse. Nunca imaginaria que fosse algo como Jv..ou que ao menos, lembrasse Jv. E agora me deparo com a sinopse e uma resenha que praticamente me obriga a ler o livro...
    Vou ter que abrir meu do meu preconceito por achar a capa feia e ler urgente!rs
    Beijo

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  3. Olá, Lelê. Já conhecia o livro, pois a Naty já leu, mas fiquei com ainda mais vontade de ler após essa sua resenha. O enredo é muito bom e parece que ele foi muito trabalhado.
    Também não gostei da comparação com Jogos Vorazes na capa.

    M&N | Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de outubro

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  4. Oi Alê,

    Sempre que olho essa capa penso em ET e na verdade o livro não tem nada disso né?
    Também gostei da leitura com algumas ressalvas e assim como você fiquei um pouco incomodada com a parte de religião do final do livro.
    Ainda não li o segundo livro, mas pretendo sim.

    bjs
    Tais
    http://www.leitorafashion.com.br

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  5. Lelê, pra começar eu nem sabia que era distopia! Como não tinha lido a sinopse, achei que era bem mais puxado pra fantasia, como fã do gênero ia acabar perdendo um bom título! Mas, sabe, acho essas comparações perigosas, apesar de muita gente achar que ela faz bem para a série - puxando fãs de uma mais famosa - ao o contrário, tem muita gente que não leu "O Teste" por dizerem que é parecido com Jogos Vorazes e Divergente.

    E, sim, ri muito com o começo da resenha ;)

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  6. Oi, Alessandra. Eu sou apaixonada por uma distopia, não me canso nunca! Mas começar outra série, não está nos meus planos no momento rsrs... Que bom que vc gostou.

    Beijos

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  7. Ahhh esse livro!! Quero tanto ler!
    Até hoje li apenas 1 distopia (não considero a serie Instrumentos Mortais como distópica) e gostei muito da experiência, vou ver se consigo comprar Brilho na Black Friday.
    Ótima resenha.
    Beijo

    http://umaleitoravoraz.blogspot.com.br

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  8. eu achei o livro bacana, mas o enredo dele me pareceu um pouco confuso, meio alheio a mim!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  9. Oi Lele! O livro está aqui na minha pilha, eu curto muitos distopias e espero que esta me agrade, confesso que esta pegada de religião não me anima, mas o lado que você diz que todos têm um pequeno vilão em si me deixou bem feliz.


    Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  10. Olá Lele!
    Eu tenho muita vonta de ler Brilho! Acho a capa bonita e bem chamativa.

    Gabriel - http://umpapoentrepaginas.blogspot.com.br/

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  11. Nossa Lele... amooooo distopias e nunca li uma que se passasse no espaço! Já adicionei na minha listinha de indicações. Bjoks da Gica.

    umaleitoraaquariana.blogspot.com

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  12. Também nunca li uma distopia que se passasse na espaço! Parece ser muito interessante...
    E sua resenha ficou ótima! Parabéns!
    Além de tudo isso, essa capa é lindaaaaaaaaaaa.

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