Resenha: Ninguém Sai Vivo Daqui



Título: Ninguém Sai Vivo Daqui

Autores: Jerry Hopkins e Danny Sugerman

Páginas: 412

Editora: Novo Século



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 " -Senhoras e senhores - anunciou para o público -,
dêem as boas-vindas para Jim Morrison e o
The Doors! - Houve o aplauso costumeiro.
Enquanto o Dj descia as escadas que levavam
ao palco, Jim o puxou para um canto e disse:
-Cara, volte lá e nos apresente direito.
O apresentador entrou em pânico.
-O quê eu disse? O quê eu fiz?
-É THE DOORS - disse Jim -, o nome
da banda é THE DOORS."




     Quando eu tinha quinze anos ganhei um cd de uma banda que até então era desconhecida para mim. Coloquei o cd para tocar, quando a música começou eu parei em frente ao aparelho de som, sentei no chão e fiquei ali, parada, hipnotizada pela música, pela voz rouca e sensual do cantor, pelo teclado agudo e envolvente, enfim, tudo em volta parou, e o meu mundo só começo a girar novamente quando o cd acabou.

     À partir desse dia virei fã da banda e de Jim.

     Mesmo ele já não fazer mais parte deste mundo, as músicas eram novas pra mim. Eu o conheci vinte anos depois de sua morte e me apaixonei.


"Ele fazia com que os escritores gostassem
de escrever sobre ele. Então eles não riam dele."
Pag. 152



     "Ninguém Sai Vivo Daqui" foi lançado em 1980, relançado em 1995 e desde então eu tinha muita vontade de ler. Mas foi em 2013 que tive a oportunidade de ter o livro em minhas mãos. Este, com a capa mais bonita que os outros, com a nova revisão ortográfica, com várias fotos e com um posfácio que nos outros não tem. Ou seja, valeu a pena esperar! Valeu muito!!


" - Esta é a melhor letra de música que eu 
já ouvi. Vamos começar uma banda de
rock e ganhar um milhão de dólares."
Pag. 75


     Este livro foi usado pelo diretor Oliver Stone para fazer o filme "The Doors", que tem uma interpretação fenomenal do ator Val Kilmer, ele realmente encarnou Jim Morrison.

     Agora lendo esta biografia eu descobri que alguns fatos e a cronologia foram alterados, mas não perdeu a beleza. Porém o livro, claro, é muito melhor e mais completo.


"Uma vez Clara deu a Jim cinco dólares
para que ele comprasse uma camisa
nova, então ele comprou uma por 25
centavos na loja do Exército da Salvação
e gastou o resto em livros."
Pag. 27


     Jim nunca foi muito normal, rs. Era o filho mais velho de um militar e de uma dona de casa. Tinha dois irmãos que sofreram um bocado na mão dele. Ele não era agressivo com nenhum deles, mas suas brincadeiras davam um certo medo.
     Era avesso a cortar o cabelo, o que deixara seu pai bastante incomodado. Viciado em livros desde muito cedo. Nietzsche era seu autor preferido, e filosofia seu gênero literário favorito.
     Agora me diga, qual garoto de dezesseis anos tem uma coleção de livros no Nietzsche? Só Jim mesmo.

     Ele era um poeta, escrevia tudo e sobre tudo em seus inúmeros cadernos. Alguns de seus textos e poemas foram publicados. Muitos foram perdidos quando Jim em um acesso de loucura causado pelas drogas, botou fogo em quase tudo.


"Os poemas proporcionavam um olhar
profundo e longo nas feridas inflamadas
do desespero de Jim, um desespero que
talvez nunca fosse adequadamente 
explicado ou entendido, mas que aparecia
em sua poesia de forma dolorosamente
clara e brilhantemente expressa."
Pag. 240


     Quando Jim entrou na faculdade de cinema é que seu mundo mudou definitivamente.

     Passou de um garoto tímido para um homem extrovertido. O garoto gordinho e com vontades passou a ser um homem magro e muito sensual. E finalmente parou de cortar o cabelo, ele queria se parecer com Alexandre, O Grande. E ficou.

     Se afastou da família e construiu sua nova e torta vida. Adepto a poligamia e ao uso de drogas e bebidas,Jim nunca mais foi o mesmo, e nem queria ser.

     Com Ray o The Doors foi formado.

     No início foi difícil. A música deles era diferente de tudo que já se tinha ouvido. E Jim era realmente louco.

     Com a chegada do sucesso, essas loucuras pioraram muito. E suas namoradas, tão loucas quanto ele não o ajudaram muito.

     Ninguém poderia ajudá-lo.

     Jim tinha uma alma velha, e era assim mesmo que ele se sentia, esgotado. O mundo o cansava. Talvez por isso o uso excessivo das drogas, fugir do mundo.

     Porém, na minha humilde opinião, ele era um gênio. Tudo o que ele escrevia era genial!

     Nenhuma resenha foi tão difícil de escrever. Acho que o que escrevi nem mesmo é uma resenha.

     Pra conseguir escrever alguma coisa, coloquei o vídeo do show THE DOORS Live at Hollywood Bowl 1968 e as palavras foram aleatoriamente para o papel, então acho que é mais uma declaração de amor eterno à banda e a este livro simplesmente perfeito que todo fã deve ler. E se não é fã também. Muito válido conhecer a história de Jim.

     Jerry Hopkins é um autor incrível Além desta ele já escreveu outras 35 biografias, e todas são sucesso. Ele sabe como ninguém montar um quebra-cabeça. Tem acesso a tudo e fala com todas as pessoas, mesmo as que tiveram uma passagem curta na vida de Jim foram lembradas.

     Os diálogos são tão bons que a impressão que eu tive é que ele estava lá gravando tudo.

     Ao lado de Danny Sugerman, que teve o prazer de trabalhar com os Doors, esta obra não poderia ter ficado melhor!

     E claro, o trabalho gráfico da Novo Século deu um toque de classe. Realmente está muito luxuoso este livro.

     Acho que não tenho mais nada a acrescentar, só posso recomendar esta leitura.

     LEIA!!




(Trailler do filme "The Doors")





(Adoro todas as músicas, mas escolhi 3 pra vocês escutarem)







8 comentários

  1. Oi Lele

    Pois é voltei! #oremos rs
    Senti tua falta claro, sempre. Saudades das boas resenhas e das risadas que dou comentando por aqui. Vou tentar me atualizar aos poucos, viu?

    Sobre a resenha, essa banda é um show a parte! Essa é uma biografia que vale a pena ler, sem dúvida. Fiquei curiosa por esse nome "Ninguém sai vivo daqui".
    O Jim era doidão mesmo, mas todos os nossos gênios são, tenho uma teoria que não há genialidade sem um ´pouco de loucura. Não mesmo...

    Beijos

    www.reticenciando.com

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  2. Oi Le!
    Adorei a resenha <3
    Tenho uma paixão por livros sobre bandas e músicos, esse já foi para a minha lista! Até pq é impossível não gostar do Jim hehehe

    "Jim tinha uma alma velha, e era assim mesmo que ele se sentia, esgotado." <- quem nunca se sentiu assim né?

    Recomendo a biografia do Kurt - "Mais Pesado que o Céu". É linda *-*

    Beijos.

    Anna - http://pausaparaumcafe.com.br/

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  3. sua animação me conquistou, apesar de não curtir muito livros biográficos, fiquei bem curiosa
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  4. Eu preciso deste livro! *-*
    Infelizmente ainda não tomei vergonha na cara para comprar, mas ele com certeza está na minha lista de necessidades.

    Beijos,
    http://oestranhomundodeisa.blogspot.com.br/

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  5. Eu não sou muito de biografias, mas por ser fã da banda eu leria sim, afinal quem não gosta de descobrir as peculiaridades dos famosos e como Jim já morreu, só lendo algo dele para estar mais perto.

    Bjos!!
    Cida
    Moonlight Books

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  6. Eu estava maluca para ler a resenha dessa obra de arte..e agradeço imensamente ter me avisado..Ando em falta com o blog, mas são problemas de saúde(ou falta dela...rs) espero ficar bem logo e poder voltar a dar minha colaboração!
    Jim era realmente uma alma velha num corpo jovem..sempre o vi assim..e agora, poder me lembrar do filme é sem explicação. Val encarnou demais os trejeitos, jeitos e tudo que o Jim sempre trouxe.
    Pena a droga ter consumido ele vivo..mas o cara deixou um legado de obra pra toda uma geração que não tem fim. Que passem 20,30,100 anos..sempre haverá um fã de The Doors espalhado ou escondido em algum canto.
    Adorei...e necessito urgente, é claro!rs
    Um beijo flor!!!!

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  7. Não me matem, mas eu não conheço essa banda!!!!
    O que foi bom o seu post, porque agora sei um pouco mais sobre o The Doors e escutei a música deles. Sou fã de biografias e acho elas super válidas para aprofundar em quem a gente gosta. =)

    Bjs, @dnisin
    www.seja-cult.com

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  8. Sou muito, muito fan de Doors. Não conhecia esse livro, mas obvio que vou ir atras para ler. A primeira vez que ouvi Doors tb fiquei hipnotizada e nao consegui parar de ouvir por um bom tempo.

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